segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Vivendo Rebeca
Em meio a coisas e coisas, surgiu Rebeca. O convite de Flavitcho entusiasmou. Mas como ela é teimosa! Nos deu um trabalho... Ela era cíclica e queria sair desse impasse. Escreve como ninguém, mas o início tava perturbando e não queria sair. Nada como uma noite de sono. Nada como dar um sopro nos pensamentos certos e juntar as palavras que dariam a tão querida história. E assim ela fez... e nos fez também.
sábado, 19 de janeiro de 2008
Um sonho no papel
Pegou seu caderno, sua caneta cor de ouro e escreveu...
"A Princesa Maria"
Num castelo muito distante, vivia uma princesa. Maria era filha do rei Astroldo, um homem duro, porém muito bom para a menina. Isso causava ira e inveja em uma pessoa. Jocastra tinha Maria como entiada há 15 anos. A menina perdeu a mãe ao nascer. Sempre foi a mais importante para o pai, fazendo com que Jocastra ficasse pra outra hora. A mulher era má e detinha um certo poder: transformar as pessoas com a ajuda de um cajado de prata que escondia no sótão. Esse cajado perderia seu poder se entrasse em contato com a luz do sol e só as fadas da floresta sabiam disso. Um dia Astroldo recebeu uma mensagem de que seu reino estava sendo atacado e precisou sair com urgência. Sabia que Maria não gostava de Jocastra, mas não tinha outro jeito. A princesa foi chamada ao salão real. Ao entrar, Maria estranhou a delicadeza da sua madrasta. Ela disse que precisava mostrar-lhe algo no sótão. Maria a seguiu. Jocastra pediu que a moça entrasse primeiro e assimque entraram, fechou-se a porta. A madrasta foi até um baú e de lá
retirou o cajado, enquanto dizia: "Maria, a preferida, seu pai não tem tempo para mim, nunca teve, mas agora nem pra você ele terá, porque ele nunca mais verá seu belo rostinho, minha querida!". A princesa não pode nem entender o que estava acontecendo, quando percebeu, havia encolhido. "Que sensação estranha!". A malvada fez questão de colocá-la em frente a um espelho. "Oh, não!". Maria havia se tranformado numa lagarta. Jocastra guardou o cajado no baú, pegou as chaves e saiu às gargalhadas. Na floresta, pelos arredores do castelo havia um outro reino, de fadas. Rebeca, a menor delas, espiava pela janela do sótão e viu a raiva e o sentimento de vingança de Jocastra. Espantada com o que viu, conseguiu entrar no sótão por uma fresta na janela. Falou com a princesa transformada em lagarta, disse que sabia reverter a situação. Mas ela precisa va da ajuda do gatinho Rudolph, o amigo da princesa. Só que não o encontraram, porque ele havia fugido com o susto. A porta se abriu, era os soldados da madrasta que iriam levar Maria para a floresta. Eles viram a fada e logo contaram a Jocastra que fez um feitiço e a jogou na mata. Agora estavam todos perdidos naquela floresta escura. De repente algo se mexe entre os arbustos. Todos ficaram imóveis! "Rudolph, você nos assustou!". Na verdade, ele estava mais assustado que todos. Rebeca contou ao gato como desfazer o feitiço. Bem devagar, Rudolph volta ao castelo, rouba as chaves de Jocastra enquanto ela se admirava no espelho. Quando a malvada descobriu era tarde demais. O cajado já havia visto a luz do sol e ela ja estava se transformando em lagarta no lugar de Maria. Enquanto isso, a moça se transformava numa bela fada. Mas não era uma simples fada. Uma fada que um dia foi lagarta, tem asas de borboleta.
Terminada a história, Rebeca juntou toda sua família e foi contá-la. Estava muito feliz por perceber que o fim de um sonho poderia ser o início de uma história.
Fim da trilogia da menina Rebeca. Penou, sonhou e escreveu. As fases de sua história foram importantes. Agora ela está satisfeita. Rebeca é uma criação de Flavitcho e Milla. Então nada melhor que conhecer um pouco mais o blog dele, né?!http://divagandoeaprendendoounao.blogspot.com/
"A Princesa Maria"
Num castelo muito distante, vivia uma princesa. Maria era filha do rei Astroldo, um homem duro, porém muito bom para a menina. Isso causava ira e inveja em uma pessoa. Jocastra tinha Maria como entiada há 15 anos. A menina perdeu a mãe ao nascer. Sempre foi a mais importante para o pai, fazendo com que Jocastra ficasse pra outra hora. A mulher era má e detinha um certo poder: transformar as pessoas com a ajuda de um cajado de prata que escondia no sótão. Esse cajado perderia seu poder se entrasse em contato com a luz do sol e só as fadas da floresta sabiam disso. Um dia Astroldo recebeu uma mensagem de que seu reino estava sendo atacado e precisou sair com urgência. Sabia que Maria não gostava de Jocastra, mas não tinha outro jeito. A princesa foi chamada ao salão real. Ao entrar, Maria estranhou a delicadeza da sua madrasta. Ela disse que precisava mostrar-lhe algo no sótão. Maria a seguiu. Jocastra pediu que a moça entrasse primeiro e assimque entraram, fechou-se a porta. A madrasta foi até um baú e de lá
retirou o cajado, enquanto dizia: "Maria, a preferida, seu pai não tem tempo para mim, nunca teve, mas agora nem pra você ele terá, porque ele nunca mais verá seu belo rostinho, minha querida!". A princesa não pode nem entender o que estava acontecendo, quando percebeu, havia encolhido. "Que sensação estranha!". A malvada fez questão de colocá-la em frente a um espelho. "Oh, não!". Maria havia se tranformado numa lagarta. Jocastra guardou o cajado no baú, pegou as chaves e saiu às gargalhadas. Na floresta, pelos arredores do castelo havia um outro reino, de fadas. Rebeca, a menor delas, espiava pela janela do sótão e viu a raiva e o sentimento de vingança de Jocastra. Espantada com o que viu, conseguiu entrar no sótão por uma fresta na janela. Falou com a princesa transformada em lagarta, disse que sabia reverter a situação. Mas ela precisa va da ajuda do gatinho Rudolph, o amigo da princesa. Só que não o encontraram, porque ele havia fugido com o susto. A porta se abriu, era os soldados da madrasta que iriam levar Maria para a floresta. Eles viram a fada e logo contaram a Jocastra que fez um feitiço e a jogou na mata. Agora estavam todos perdidos naquela floresta escura. De repente algo se mexe entre os arbustos. Todos ficaram imóveis! "Rudolph, você nos assustou!". Na verdade, ele estava mais assustado que todos. Rebeca contou ao gato como desfazer o feitiço. Bem devagar, Rudolph volta ao castelo, rouba as chaves de Jocastra enquanto ela se admirava no espelho. Quando a malvada descobriu era tarde demais. O cajado já havia visto a luz do sol e ela ja estava se transformando em lagarta no lugar de Maria. Enquanto isso, a moça se transformava numa bela fada. Mas não era uma simples fada. Uma fada que um dia foi lagarta, tem asas de borboleta.
Terminada a história, Rebeca juntou toda sua família e foi contá-la. Estava muito feliz por perceber que o fim de um sonho poderia ser o início de uma história.
Fim da trilogia da menina Rebeca. Penou, sonhou e escreveu. As fases de sua história foram importantes. Agora ela está satisfeita. Rebeca é uma criação de Flavitcho e Milla. Então nada melhor que conhecer um pouco mais o blog dele, né?!http://divagandoeaprendendoounao.blogspot.com/
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Fragmentos de Pensamentos
Rebeca, de repente, acorda em meio a uma floresta. Nada parece normal. Ela ouve gritos de socorro, porém não sabe de onde ou de quem saem. Olha bem o lugar. Tentar voltar, mas não consegue. Lembra que estava tentando escrever, não conseguindo e curiosa com os gritos, decide seguí- los. O caminho que segue está repleto de lagartas, mas ela não sente nojo ou nada parecido. No mesmo momento que ela percebe que os gritos ficam mais fortes, ela cria asas, transforma-se numa fada. E vê que várias asas de borboleta guiam seu caminho. Ela sabe, então, que tem algo a fazer. Seguindo as asas, rebeca avista um castelo, segue os gritos e por uma janela, contempla a cena: no salão, havia uma madrasta e uma princesa, dona dos gritos, vários soldados ao redor. Quando de repente, a madrasta tem a palavra: "Maria, a preferida, seu pai não tem tempo para mim, nunca teve, mas agora nem pra você ele terá, porque ele nunca mais verá seu belo rostinho, minha querida!" Depois disso, Rebeca viu, como num passe de mágicas, a princesa se transformar em algo muito pequeno, uma, uma, uma... (Rebeca apertava os olhos para ver). Assustada, Rebeca acorda e percebe que toda a história que ela buscava já estava pronta em sua cabeça...
Esse conto tem uma participação especial... E o blog dessa pessoa merece ser visitado http://divagandoeaprendendoounao.blogspot.com/
Esse conto tem uma participação especial... E o blog dessa pessoa merece ser visitado http://divagandoeaprendendoounao.blogspot.com/
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Tentativa
Era uma criança, uma linda menina de 9 anos de idade, adorava escrever e contar suas histórias para todos. Escrevia sobre reinos distantes e se empolgava com suas princesas. Um dia resolveu falar do início, mas não sabia de que início... Sabia que tudo começava e que tudo teria um fim, mas sempre se impressionava mais com o final do que com o inicio. Os finais pragmáticos não a entusiasmavam. Gostava muito dos finais misteriosos, enfim dos finais mais revolucionários, então resolveu começar pelo fim. Mas como falar do início começando pelo fim? Como terminar sem começar? Até porque se o fim seria "final feliz", o começo deveria ser dramático? Não? E se fosse inacabado e começasse do nada? Não também. Ela refletia, queria uma história que todos aplaudissem, com que todos pudessem se sentir mais felizes ou que mudasse algo na vida das pessoas. Queria uma boa história e, através disso, induzir a sonhos ou reflexões. Mas faltava inspiração. Olhou pra tv, estreava um novo programa. Ilana, sua gatinha de estimação teve filhotes. Anoitecia. Maria preparava o pão para colocar na torradeira. Procurava de todas as formas um começo ou um final para sua história. E, na tentativa de começar sua nova história, adormeceu sobre seu caderno de contos sem escrever nenhuma linha.
Conto de Milla e Flavitcho
Não deixe de visitar o blog de Flavitcho: http://divagandoeaprendendoounao.blogspot.com/
Conto de Milla e Flavitcho
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
domingo, 26 de agosto de 2007
Conrado acordou cedo. Desceu as escadas e seguiu pelo corredor até alcançar a cozinha. Tomou o velho café com leite, que só era café com leite quando circulava pelo seu sistema digestivo. Caco, como era chamado, colocava o café e o leite em xícaras separadas. Degustava lentamente. Analisava as últimas correspondências como quando era criança. Colocava o papel contra a luz e após decifrá-lo, gracejava:
-Muito bem, doutor Sherlock!
Após o ritual diurno, Caco seguia para a sua máquina de escrever e se massacrava para terminar mais uma página do romance que já estava escrevendo há quatro meses. Ele não era escritor, nunca foi. O pior é que sabia disso. Mas não deu pra outra coisa, tentou ser a única coisa que gostava, mas mesmo assim, era penoso.
Às 9:20, o telefone tocou. Era Mércia, sua irmã, perguntando se precisava de algo. Mércia era a mais velha dos três irmão, sempre atenciosa, demonstrava carinho por Caco. Havia construído uma família, deu ao Caco dois sobrinhos que para ele, eram bem mais bonitos quando estavam distantes de sua casa.
-Está tudo bem, Caco?
- Sim, Mércia. Sempre está.
- Não precisa de nada?
- Sempre falta. No dia em que eu me der conta disso, vou precisar de algo. E nesse momento, eu não te diria.
A conversa correu como sempre. As mesmas perguntas para as mesmas respostas. Ele já havia até pensado em gravar as respostas e usa-las para a próxima ligação. Ela era única que ligava. Ao desligar, balbuciou:
- Que meiga. Só porque tem um homem que representa todos os dias o papel de bom pai e marido, acha que ganhou o mundo. Dedica alguns minutos da sua vida de aparências para o irmão do meio. Nem os pais dão atenção aos filhos do meio...
Quando estava relaxado em frente à máquina e feliz porque um parágrafo havia sido desenvolvido, a campainha tocou. Era Gustavo, irmão caçula, o que faltava naquele dia.
Foi logo entrando...
- Por que não atende aos meus telefonemas? (Ele nunca ligava). Papai falou muito sobre você ontem. Vim ver como está.
Ele não perdia a malícia. Ninguém falava sobre mim. Nem sabiam que era escritor.
- Como vê, tenho comida e tomo banho...
- Tem chá? Não tomei café ainda. Vim direto da empresa. Você sabe... muito trabalho.
Claro que ele tinha que mencionar a palavra trabalho.
- Sei. Deve estar cansado, trabalhando tanto assim, você não vai muito longe.
- Trabalho, Caco. Tenho dinheiro no fim do mês.
Andou pela cozinha enquanto o chá era preparado. Olhava tudo...
-Ainda escreve? Há quanto tempo não publica um livro?
- Estou terminando um.
- Faço questão de lê-lo. Darei um coquetel quando for publicado.
- E se o livro for bom, dirá que sou seu irmão. Que gentileza!
-Você precisa de uma faxineira! falou enquanto tomava o chá.
- E vou embelezar a casa pra quem? Você não é dos mais limpos...
Estou feliz por estar bem. -estendeu a mão.
Retribuí o gesto e acrescentei um sorriso afável.
Tentou encenar uma despedida melosa, mas fracassou. Já tínhamos idade para não cultivarmos mentiras.
Às 10:30 da manhã só restavam a máquina e os papéis...
-Muito bem, doutor Sherlock!
Após o ritual diurno, Caco seguia para a sua máquina de escrever e se massacrava para terminar mais uma página do romance que já estava escrevendo há quatro meses. Ele não era escritor, nunca foi. O pior é que sabia disso. Mas não deu pra outra coisa, tentou ser a única coisa que gostava, mas mesmo assim, era penoso.
Às 9:20, o telefone tocou. Era Mércia, sua irmã, perguntando se precisava de algo. Mércia era a mais velha dos três irmão, sempre atenciosa, demonstrava carinho por Caco. Havia construído uma família, deu ao Caco dois sobrinhos que para ele, eram bem mais bonitos quando estavam distantes de sua casa.
-Está tudo bem, Caco?
- Sim, Mércia. Sempre está.
- Não precisa de nada?
- Sempre falta. No dia em que eu me der conta disso, vou precisar de algo. E nesse momento, eu não te diria.
A conversa correu como sempre. As mesmas perguntas para as mesmas respostas. Ele já havia até pensado em gravar as respostas e usa-las para a próxima ligação. Ela era única que ligava. Ao desligar, balbuciou:
- Que meiga. Só porque tem um homem que representa todos os dias o papel de bom pai e marido, acha que ganhou o mundo. Dedica alguns minutos da sua vida de aparências para o irmão do meio. Nem os pais dão atenção aos filhos do meio...
Quando estava relaxado em frente à máquina e feliz porque um parágrafo havia sido desenvolvido, a campainha tocou. Era Gustavo, irmão caçula, o que faltava naquele dia.
Foi logo entrando...
- Por que não atende aos meus telefonemas? (Ele nunca ligava). Papai falou muito sobre você ontem. Vim ver como está.
Ele não perdia a malícia. Ninguém falava sobre mim. Nem sabiam que era escritor.
- Como vê, tenho comida e tomo banho...
- Tem chá? Não tomei café ainda. Vim direto da empresa. Você sabe... muito trabalho.
Claro que ele tinha que mencionar a palavra trabalho.
- Sei. Deve estar cansado, trabalhando tanto assim, você não vai muito longe.
- Trabalho, Caco. Tenho dinheiro no fim do mês.
Andou pela cozinha enquanto o chá era preparado. Olhava tudo...
-Ainda escreve? Há quanto tempo não publica um livro?
- Estou terminando um.
- Faço questão de lê-lo. Darei um coquetel quando for publicado.
- E se o livro for bom, dirá que sou seu irmão. Que gentileza!
-Você precisa de uma faxineira! falou enquanto tomava o chá.
- E vou embelezar a casa pra quem? Você não é dos mais limpos...
Estou feliz por estar bem. -estendeu a mão.
Retribuí o gesto e acrescentei um sorriso afável.
Tentou encenar uma despedida melosa, mas fracassou. Já tínhamos idade para não cultivarmos mentiras.
Às 10:30 da manhã só restavam a máquina e os papéis...
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